quinta-feira, 26 de abril de 2012

La Vinsobraise - Côtes du Rhône - branco 2010

Côtes du Rhône é uma das importantes regiões demarcadas na França. De lá saem vinhos soberbos e maravilhosos.  Mas em função da enorme quantidade de rótulos, fica muito complicado somente a partir desta informação identificar um bom vinho.

Mas ao ver um Côtes du Rhône por módicos R$20,00 numa gôndola de supermercado é impossível não compra-lo.

Grata surpresa.  Um vinho simples, mas bastante razoável, principalmente por este preço.

Vamos ao vinho:

Na taça verde claro límpido e translúcido.  Lágrimas bonitas e persistentes.

No nariz, frustas brancas maduras. Abacaxi, melão e pera.

Na boca um vinho leve e saboroso.  Um leve retrogosto amargo.  Me remete a uma generosa porção de ostras frescas. Combinaria bem também com peixe ou frustos do mar marinados.  Um Ceviche seria ótimo também

Um bom vinho para o dia a dia.    O supermercado é o Zona Sul.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Salvaguardas ao Vinho Nacional


Os dois últimos meses têm sido de polvorosa no mundo do vinho. O motivo: as três mais importantes associações dos produtores nacionais entraram com um pedido de salvaguarda ao vinho nacional frente ao crescente aumento do consumo de vinhos importados.

A ideia é criar cotas de importação por países e assim induzir o aumento do consumo do vinho nacional

Não consigo imaginar atitude mais antipática e desastrada. Produtores de vinho estão tratando vinho como se fossem commodities ou itens estratégicos para o Brasil.
Salvaguardar o País é importante e fundamental. Assim tem sido em todo o mundo. Mas estas políticas tem que ser muito bem analisadas e principalmente muito bem adequadas, pois o que pode acontecer é justamente o oposto.
Quem bebe uma garrafa de um Brunello de Montalcino, jamais irá tomar um vinho nacional qualquer devido a cotas. Na verdade por não poder tomar este ou aquele vinho de seu desejo, tomar o vinho protegido por tais entidades fica amargo e de gosto ruim.

O que afasta o consumidor do vinho nacional é principalmente a falta de qualidade. Façam um vinho bom de verdade que todos irão tomá-lo de bom grado. Vejam o exemplo dos espumantes, cada vez melhores. Além disso a distribuição e a divulgação são péssimas, dificultando mais ainda que possamos ter acesso àqueles vinhos que por ventura estejam em um bom nível.

Enfim, vamos torcer para que esta loucura coletiva não venha a ser transformada em lei. Os protestos estão por todo lado e um importante produtor (a Salton), divulgou publicamente que não concorda com este pleito.

Deixo aqui meu protesto e minha torcida para que este pleito estapafúrdio seja esquecido e que estes produtores invistam em qualidade antes de se imaginar capazes de nos obrigar a consumir vinhos por cotas...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Fleur du Cap - Merlot - 2008


Quando fazemos a descrição de um vinho e mencionamos odores e sabores, muitas vezes somos questionados se realmente um vinho pode ter todas aquelas características.

Para aqueles que não estão habituados ou treinados, estas características se misturam e não ficam claras para percepção.

Bem, mas nada com um vinho bem extremado em suas características para começar a compreender estas características.

Este Sul-Africano é um bom exemplo. Um vinho bem marcante e interessante.

Vamos ao vinho:

Na taça vermelho rubi intenso, quase negro. Lágrimas bonitas e firmes.

No nariz especiarias. Pimenta do reino. Logo depois madeira e baunilha. Bem marcantes.

Na boca um vinho marcante. As especiarias vêm à tona outra vez. Pimenta sendo a primeira.

Pede pratos encorpados com carne vermelha.

Se você quer começar a educar seus sentidos, este vinho é uma boa opção para esta tarefa, pois tem suas características bem definidas e é também um vinho bem interessante.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Polero Indomita - Chardonnay 2011


Verão no Rio de Janeiro naturalmente nos afasta do vinho. Afinal é muito difícil resistir a uma bela tulipa de chopp bem gelado. É fácil encontrar este ícone do verão em qualquer esquina.

Mas procurando com aquela determinação do apreciador de vinhos, boas surpresas podem surgir. E não desmerecendo as deliciosas tulipas de chopp, o vinho pode ser ainda um boa opção.

Este é o caso. Um pequeno supermercado de Copacabana oferece em suas prateleiras este delicioso Chardonnay vindo do Chile.

O Vale de Maipo tem sido consistentemente fonte de ótimos vinhos brancos. E a Chardonnay se destaca. A proximidade do mar, o solo calcário e muito sol, produzem uvas quase perfeitas para um bom vinho branco.

E a Indomita conseguiu fazer um belíssimo vinho para competir muito bem posicionado com o tradicional chopp. Ele é refrescante, agradável, leve, e......com um preço muito bom. No mencionado mercadinho, R$15,50. Uma verdadeira barganha.

Vamos ao vinho:

Na taça verde claro brilhante e límpido.

No nariz frutas claras maduras. Lichia e melão se destacam. Mel e pão tostado no final.

Na boca um vinho muito agradável. Mineral, seco e refrescante. Foge daqueles chadornnays típicos que são enjoativos e quase doces.

Um vinho bastante competente e que combina muito com o verão. Ah e é claro, com uma relação custo benefício fantástica.

Uma curiosidade: a Indomita produz outro Chardonnay, indentificando-o apenas como um Chardonnay Indomita. É outro vinho é bem mais óbvio. Portanto preste atenção e observe os rótulos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Revista Vinícola


Navegando pela internet, encontrei um link para esta interessante revista.

Ela é totalmente digital e totalmente gratuita.

Basta acessar o link abaixo escolher a edição para visualização.

Há também a possibilidade de cadastrar-se e então receber as novas edições por e-mail.

Gostei muito. Mais um veículo para a divulgação do vinho. Parabens aos editores pela excelente idéia.

www.revistavinicola.com.br/

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Halkidiki - 2009 - Assyrtiko & Sauvignon Blanc


Foi a minha primeira vez. E como toda primeira vez, a expectativa era grande.
Afinal trata-se de um vinho Grego.

Um supermercado do subúrbio, prateleira de vinhos desorganizada. E lá esta ele, perdido no meio de vinhos muito simples.

Consegui garimpar duas garrafas. O preço me deixa desconfiado: R$19,80. Mas, como todo entusiasta, porque não? Vamos prová-lo

E esta primeira vez foi gratificante. Um belíssimo vinho branco. Saboroso, leve, refrescante. Ao tomá-lo logo vem a mente aquelas casinhas brancas, sol, céu azul e mar.
Vinho perfeito para dias quentes.

Vamos ao vinho:

Na taça esverdeado claro, límpido.

No nariz frutas cítricas ainda verdes. Maçã, lichia, pera.

Na boca um vinho leve e refrescante. Equilibrado não ficando nem enjoativo ou amargo. Final de boca delicioso.

Para aquelas tardes de verão, petiscos leves, frutos do mar. Uma bela porção de ostras frescas seria a combinação que mais me agradaria.

Em suma, um excelente vinho e com uma relação custo benefício fantástica.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Herdade do Pinheiro - 2007 Alentejo


O Alentejo em Portugal vem produzindo com uma tremenda regularidade, vinhos muito bons e normalmente com uma relação custo benefício muito boa.

Este aqui poderia se dizer que é com certeza se não a melhor, talvez uma das melhores relações custo benefício possível.

Um vinho muito bom mesmo. Um vinho bacana e bastante agradável. Não fosse seu preço módico (R$21,90 nos supermercados Mundial), poderia parear com elegância ao lado de grandes vinhos com preços bem menos palatáveis.

Vamos ao vinho:

Na taça vermelho intenso, bordas violáceas. Lágrimas generosas e bonitas.

No nariz, frutas maduras em compota. Ameixa, amora. Chocolate e baunilha completam. Nada muito intenso ou agressivo. Depois de algum tempo aberto estes odores vão se pronunciando.

Na boca um vinho macio, com taninos presentes e equilibrados. Um vinho bem gostoso.

Vai bem com uma massa em molho vermelho. Frango ensopado.

Uma barganha.